O Troféu Angelo Agostini foi realizado pela primeira vez em 1985 apenas com a categoria de Mestres do Quadrinho Nacional. Desde então, diversas categorias foram adicionadas ao prêmio (além de eventuais categorias especiais, realizadas em apenas uma ou duas edições).
Até 2018, o voto era “livre”, com os eleitores podendo escolher quaisquer nomes, desde que pertinentes à categoria. A partir de 2019, passaram a ser definidos 10 indicados por categoria por uma comissão, mas mantendo a opção dos votantes escolherem alguém que não estivesse entre os indicados.
A última mudança nos critérios de seleção foi em relação à categoria Mestre do Quadrinho Nacional, que, a partir de 2000, passou a ser definida pela comissão organizadora do Troféu e não mais por voto aberto, sendo a única categoria regular que é definida desta forma.
Este texto tem como objetivo apresentar as normas gerais do Troféu Angelo Agostini quanto aos critérios de elegibilidade de cada categoria, assim como os parâmetros de transparência do prêmio.
Comissões
O Troféu Angelo Agostini é formado por três comissões, cujos membros são listados no site oficial até, no máximo, o dia da divulgação do resultado final de cada edição do prêmio.
Comissão Organizadora:
A Comissão Organizadora do Troféu Angelo Agostini tem como principal responsabilidade a organização e realização do prêmio em todas suas fases. É responsável por convidar os membros das demais comissões e por organizar o processo de votação. Por fim, é responsável pela seleção dos laureados da categoria Mestre do Quadrinho Nacional e pela seleção de indicados do Prêmio Jayme Cortez.
Comissão de Seleção:
A Comissão de Seleção é formada pela Comissão Organizadora e por pessoas convidadas que tenham conhecimento sobre a produção brasileira de quadrinhos. Os membros da Comissão de Seleção escolhem, por meio de votação interna, os dez indicados em cada categoria (com exceção das categorias Mestre do Quadrinho Nacional, Prêmio Jayme Cortez e Fanzine). Por não haver inscrição, as escolhas são livres, desde que cumpram os critérios de cada categoria. Sempre que possível, é elaborada uma lista de obras publicadas no ano anterior no site oficial, aberta para correções e adições feitas pela comunidade, com a intenção de ajudar os membros da Comissão de Seleção.
Comissão de Fanzines:
A Comissão de Fanzines é formada por parte da Comissão Organizadora e por pessoas convidadas que tenham conhecimento sobre a produção brasileira de fanzines de e sobre quadrinhos. Os membros da Comissão de Fanzines escolhem, por meio de votação interna, os dez indicados na categoria Fanzine a partir da inscrição prévia realizada pelos concorrentes.
Observação: Em todas as comissões, é proibido votar em si mesmo e/ou em obras com as quais se esteve diretamente envolvido, assim como em pessoas ligadas a essas obras, se for o caso.
Categorias
Mestre do Quadrinho Nacional:
Esta categoria foi criada na edição de 1985, na primeira edição do Troféu Angelo Agostini. É destinada a quadrinistas, artistas de humor gráfico ou outras pessoas que tenham se dedicado aos quadrinhos brasileiros há pelo menos 25 anos. Atualmente, são definidos quatro laureados por edição.
Desenhista:
Esta categoria foi criada na edição de 1986. É destinada aos responsáveis pelos desenhos e/ou arte-final de histórias em quadrinhos brasileiras publicadas no ano anterior ao da edição do prêmio. A partir da edição de 2025, passou a ser exclusiva para desenhistas com obras escritas por outras pessoas.
Roteirista:
Esta categoria foi criada na edição de 1986. É destinada aos responsáveis pelos roteiros de histórias em quadrinhos brasileiras publicadas no ano anterior ao da edição do prêmio. A partir da edição de 2025, passou a ser exclusiva para roteiristas com obras desenhadas por outras pessoas.
Desenhista de humor gráfico:
Esta categoria foi criada na edição de 2003 (até 2024 se chamava “Cartunista, chargista ou caricaturista”). É destinada aos profissionais de humor gráfico brasileiros ou radicados no Brasil que tenham tido uma produção regular (impressa ou on-line) de cartuns, charges e/ou caricaturas no decorrer do ano anterior ao da edição do prêmio.
Colorista:
Esta categoria foi criada na edição de 2019. É destinada aos quadrinistas responsáveis pelas cores de histórias em quadrinhos brasileiras publicadas no ano anterior ao da edição do prêmio.
Desenhista/Roteirista:
Esta categoria foi criada na edição de 2025. É destinada aos quadrinistas responsáveis simultaneamente pelos desenhos e roteiros de histórias em quadrinhos brasileiras publicadas no ano anterior ao da edição do prêmio.
Editor:
Esta categoria foi realizada como prêmio especial em 2003 e 2004, voltando a ser realizada em 2025 e tornando-se regular a partir do ano seguinte. É destinada às pessoas que trabalham com edição de histórias em quadrinhos nacionais e que tenham atuado no ano anterior ao da edição do prêmio em editoras formais, independentes ou em eventuais iniciativas individuais. É elegível para esta categoria quem tenha atuado como editor em obras de outras pessoas, excluindo quem tenha trabalhado exclusivamente com obras autorais próprias no ano de elegibilidade.
Quadrinho:
Esta categoria foi criada na edição de 1986 (até 2024 se chamava “Lançamento”). É destinada a obras brasileiras de quadrinhos publicadas por editora no ano anterior ao da edição do prêmio (excetuando-se os títulos voltados ao público infantil).
Quadrinho independente:
Esta categoria foi criada na edição de 2011 (até 2024 se chamava “Lançamento independente”). É destinada a obras brasileiras de quadrinhos publicadas de forma independente no ano anterior ao da edição do prêmio (excetuando-se os títulos voltados ao público infantil).
Quadrinho infantil:
Esta categoria foi criada na edição de 2020 (até 2024 se chamava “Lançamento infantil”). É destinada a obras brasileiras de quadrinhos destinadas ao público infantil, publicadas por editora ou de forma independente no ano anterior ao da edição do prêmio.
Fanzine:
Esta categoria foi criada na edição de 1993. É destinada a fanzines que tragam publicação de quadrinhos e/ou informações, notícias, resenhas ou notas sobre o assunto e que tenham sido publicados no ano anterior ao da edição do prêmio.
Quadrinho digital:
Esta categoria foi criada na edição de 2015 (até 2025 se chamava “Web quadrinho”). É destinada a obras brasileiras de webcomics, webtoons, quadrinhos digitais e afins que tenham sido publicadas pela primeira vez (no caso de obras fechadas) ou tenham tido uma produção inédita regular (no caso de obras contínuas) no ano anterior ao da edição do prêmio.
Prêmio Jayme Cortez:
Esta categoria foi criada na edição de 1987 (neste primeiro ano, foi chamada de “Troféu Especial”). É destinada a pessoas, obras ou instituições que tenham tido algum destaque especial e/ou dado importante apoio à produção ou divulgação do quadrinho nacional no ano anterior ao da edição do prêmio.
Prêmios especiais:
Eventualmente, a Comissão Organizadora do Troféu Angelo Agostini pode criar prêmios especiais concedidos de forma não regular. Os seguintes prêmios especiais já foram concedidos no passado:
Medalha de incentivo: 2003
Arte-finalista: 2003 e 2004
Arte técnica (colorista e letrista): 2003 e 2004
Prêmio Especial Hermes Tadeu (colorista): 2005
Jornalista especializado: 2025
Podcaster ou youtuber: 2025
Prêmios especiais da edição de 2026:
Para o 42º Troféu Angelo Agostini, a Comissão Organizadora decidiu incluir três categorias especiais, que serão concedidas apenas na edição de 2026. Estas seguem os mesmos critérios das demais categorias: A Comissão de Seleção apresenta dez indicados e o vencedor é escolhido por votação popular.
Seguem as explicações sobre cada uma das categorias especiais da edição de 2026 do Troféu Angelo Agostini:
Capista:
Destinada aos artistas responsáveis pelas ilustrações das capas de quaisquer HQs de 2025, incluindo eventuais publicações estrangeiras que tenham tido capas criadas por artistas brasileiros exclusivamente para as edições nacionais
Letrista:
Destinada aos profissionais responsáveis pelo letreiramento de todos os quadrinhos publicados no Brasil em 2025.
Tradutor:
Destinado às pessoas responsáveis pelas traduções de quadrinhos estrangeiros publicadas no Brasil em 2025.
Obs.: Conforme a filosofia que acompanha o Troféu Angelo Agostini desde sua criação, focada na valorização dos profissionais e obras do Brasil, esta premiação é destinada ao tradutor ou tradutora e não às obras estrangeiras.
